quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma em três mulheres dá à luz sem ajuda especializada, diz relatório

Foto de arquivo mostra recém-nascido afegão sendo segurado por parteira e observado por sua mãe
Afeganistão tem alta taxa de mortalidade infantil, mas há avanços
Um terço das mulheres do mundo dá à luz sem a ajuda de especialistas, aponta um relatório feito pela ONG britânica Save the Children e divulgado nesta sexta-feira.
O relatório estima que, se houvesse mais 350 mil parteiras no mundo, elas poderiam salvar a vida de 1 milhão de bebês anualmente.
Enquanto na Grã-Bretanha apenas 1% das crianças nasce sem que o parto seja assistido por especialistas, essa porcentagem sobe para 94 na Etiópia e para 76 em Bangladesh.
“Não deveria ser algo complicado: alguém que saiba como secar o bebê corretamente e a ajudá-lo a respirar pode fazer a diferença entre sua vida e morte”, diz Justin Forsyth, executivo-chefe da Save the Children.
A ONG cobra ações da ONU e de governos doadores a países subdesenvolvidos, pedindo que apoiem e financiem o treinamento de mais parteiras.
Segundo o relatório, a asfixia ao nascer é responsável por mais mortes de bebês do que a malária. “Com treinamento e equipamentos corretos, parteiras podem monitorar a frequência cardíaca do feto e identificar problemas durante o parto”, diz o texto.
No total, a Save the Children calcula em 48 milhões o número de mulheres que, anualmente, dão à luz sem auxílio adequado, aumentando os riscos de morte tanto da mãe quanto do recém-nascido.
O Brasil não é citado pelo relatório.
Afeganistão
O Afeganistão é apontado como o pior país do mundo para se ter um bebê, segundo a ONG britânica. Ali, a taxa de mortalidade infantil é de 52 a cada mil nascimentos vivos (no Brasil, essa taxa é de 19,88), e 20% das crianças morrem antes de completar cinco anos.
Muitas dessas mortes são ocasionadas por práticas tribais, como colocar recém-nascidos no chão – o que traz risco de infecções – para espantar maus espíritos.
Mas, ao mesmo tempo, o correspondente da BBC em Cabul Paul Wood relata algumas pequenas melhorias no país, como o treinamento de 2,4 mil parteiras desde 2002 e o aumento no número de partos assistidos nas zonas rurais.
Um exemplo tanto dos flagelos quanto dos avanços do país é Rogul, 35, uma afegã da província de Cabul que disse à BBC que já passou por oito partos prematuros e perdeu todos os bebês.
Sua nona gravidez foi até o fim, mas a criança morreu um dia depois de nascer. Desde então, ela fez um curso para se tornar uma parteira e, agora, além de ter conseguido ter filhos, ensina práticas de saúde e higiene para outras afegãs.
fonte:www.bbcbrasil.com

sábado, 12 de março de 2011

Mulheres injetam hormônio da gravidez para tentar emagrecer

Paciente injeta hormônio gonadotrofina coriônica para emagrecer, com o médico Lionel Bissoon, em Nova York



Todas as manhãs Kay Brown, 35, faz um ritual semelhante ao de um viciado ou diabético: ela se injeta, mas a sua seringa contém hCG, hormônio da gravidez.


Brown não toma hCG (gonadotrofina coriônica humana) para ter filho. Ela acredita que, combinando as injeções com dieta de 500 calorias por dia vai perder gordura nos lugares desejados, sem sentir fome ou cansaço. "Tenho uma amiga que fez antes do casamento. Está linda", diz.


Mulheres como ela vêm lotando clínicas de emagrecimento nos EUA. Pagam mais de US$ 1.000 por mês por uma consulta, um suprimento do hormônio e as seringas para injetá-lo.

Mais de 50 anos depois de um médico começar a promover o hCG como auxiliar na perda de peso, o hormônio está mais popular que nunca, apesar de haver poucas evidências de eficácia.

O tratamento combina injeções diárias com uma dieta quase anoréxica. Mulheres são atraídas por promessas de que perderão meio quilo por dia sem sentir fome. O que talvez seja ainda mais sedutor é que lhes é dito que o hCG vai levar seus corpos a descartar a gordura armazenada nos lugares onde elas menos a desejam: braços, barrigas e coxas.

A forma injetável de hCG, vendida com receita médica, é aprovada como tratamento da infertilidade. Médicos são autorizados a prescrevê-la de forma "não indicada na bula" para perda de peso, segundo a FDA (órgão do governo americano que regula alimentos e medicamentos).

Mas a FDA avisa: não está provado que o produto intensifique a perda de peso, que cause distribuição mais "atraente" da gordura ou "reduza a fome".

Um porta-voz da FDA, Christopher Kelly, disse que o órgão recebeu relato sobre um paciente que segue a dieta do hCG e teve embolia pulmonar. O hormônio causa risco de coágulos, depressão, dor de cabeça e aumento da sensibilidade ou do volume das mamas.

Pieter Cohen, professor da Escola Médica de Harvard e pesquisador de suplementos, disse que, além da questão dos efeitos colaterais, o uso do hCG "manipula pessoas para lhes dar a impressão de que estão recebendo algo eficaz, quando estão recebendo algo que não é melhor que um placebo".

DERIVADO DA URINA
Segundo o médico de Kay Brown, Lionel Bissoon, "médicos de todo o país vêm tendo evidências empíricas de pessoas que perdem peso".

Outro médico de Nova York, Scott lyer, afirma que o hormônio "engana seu corpo, como se você estivesse grávida; ele passa a queimar gordura para que o feto receba calorias suficientes, mas protege o tecido muscular".

Alguns médicos dizem que é plausível que o hCG produza um corpo mais tonificado, porque induz a produção de hormônios masculinos e aumenta a massa muscular.

Médicos que prescrevem o hCG dizem que a experiência está a seu favor, mesmo que as pesquisas não estejam.

Mulheres injetam hormônio da gravidez para tentar emagrecer

Todas as manhãs Kay Brown, 35, faz um ritual semelhante ao de um viciado ou diabético: ela se injeta, mas a sua seringa contém hCG, hormônio da gravidez.

Brown não toma hCG (gonadotrofina coriônica humana) para ter filho. Ela acredita que, combinando as injeções com dieta de 500 calorias por dia vai perder gordura nos lugares desejados, sem sentir fome ou cansaço. "Tenho uma amiga que fez antes do casamento. Está linda", diz.

Robert Caplin/The New York Times
Paciente injeta hormônio gonadotrofina coriônica para emagrecer, com o médico Lionel Bissoon, em Nova York
Paciente injeta hormônio gonadotrofina coriônica para emagrecer, com o médico Lionel Bissoon, em Nova York
Mulheres como ela vêm lotando clínicas de emagrecimento nos EUA. Pagam mais de US$ 1.000 por mês por uma consulta, um suprimento do hormônio e as seringas para injetá-lo.

Mais de 50 anos depois de um médico começar a promover o hCG como auxiliar na perda de peso, o hormônio está mais popular que nunca, apesar de haver poucas evidências de eficácia.

O tratamento combina injeções diárias com uma dieta quase anoréxica. Mulheres são atraídas por promessas de que perderão meio quilo por dia sem sentir fome. O que talvez seja ainda mais sedutor é que lhes é dito que o hCG vai levar seus corpos a descartar a gordura armazenada nos lugares onde elas menos a desejam: braços, barrigas e coxas.

A forma injetável de hCG, vendida com receita médica, é aprovada como tratamento da infertilidade. Médicos são autorizados a prescrevê-la de forma "não indicada na bula" para perda de peso, segundo a FDA (órgão do governo americano que regula alimentos e medicamentos).

Mas a FDA avisa: não está provado que o produto intensifique a perda de peso, que cause distribuição mais "atraente" da gordura ou "reduza a fome".

Um porta-voz da FDA, Christopher Kelly, disse que o órgão recebeu relato sobre um paciente que segue a dieta do hCG e teve embolia pulmonar. O hormônio causa risco de coágulos, depressão, dor de cabeça e aumento da sensibilidade ou do volume das mamas.

Pieter Cohen, professor da Escola Médica de Harvard e pesquisador de suplementos, disse que, além da questão dos efeitos colaterais, o uso do hCG "manipula pessoas para lhes dar a impressão de que estão recebendo algo eficaz, quando estão recebendo algo que não é melhor que um placebo".

DERIVADO DA URINA
Segundo o médico de Kay Brown, Lionel Bissoon, "médicos de todo o país vêm tendo evidências empíricas de pessoas que perdem peso".

Outro médico de Nova York, Scott lyer, afirma que o hormônio "engana seu corpo, como se você estivesse grávida; ele passa a queimar gordura para que o feto receba calorias suficientes, mas protege o tecido muscular".

Alguns médicos dizem que é plausível que o hCG produza um corpo mais tonificado, porque induz a produção de hormônios masculinos e aumenta a massa muscular.

Médicos que prescrevem o hCG dizem que a experiência está a seu favor, mesmo que as pesquisas não estejam.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ofereço a todos que amam




O meu amor 
                                                                              Déborah Rajão
                                
O meu amor me causa torpor
Quando me tocam suas mãos mágicas
Me deixa louca o meu amor
Quando desperta-me sensações plácidas

O  carinho dele às noites me nina
Faz-me sentir uma eterna menina e descobrir
O verdadeiro gosto e sentido da vida
Um turbilhão de fogo e calor

Quero ser eternamente pequenina
Para sempre o seu amor usufruir
Quero ser intensamente feminina
Para  a cada instante captar
essa sua energia felina


Para sempre te quero,
                                      meu amor.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mulher em período fértil atrai solteiros e repele casados


Uma nova pesquisa aponta que a fidelidade também pode ser explicada pela biologia.

Os coordenadores do estudo, Saul Miller e Jon Maner, mostraram que sinais de que uma mulher está em período fértil, como a mudança de cheiro, são percebidos pelo homem. Mas, se ele for comprometido, em vez de atração, ele tende a rejeitar os sinais em uma desconhecida.


Editoria de Arte/Folhapress

PICO FÉRTIL

Pesquisas anteriores já apontaram a relação entre pico fértil da mulher e resposta masculina. Um estudo feito em 2007 com dançarinas de striptease mostrou que as gorjetas aumentavam quando elas estavam ovulando.

"No pico de fertilidade, o aumento do estrogênio deixa a mulher mais lubrificada, com mais brilho na pele. O cheiro do corpo também muda de forma sutil, mas que é percebida pelo homem", diz a endocrinologista Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.

A reação fisiológica do macho é responder com excitação sexual e partir para o bote. Mas, se isso significa pular a cerca, outras reações biológicas podem entrar em jogo, especulam pesquisadores.

No trabalho da Flórida, uma jovem frequentou o laboratório de psicologia social por vários meses. Os homens participantes classificaram o grau de atratividade da moça. A maioria dos desimpedidos a considerou mais atraente nos períodos férteis. Os que estavam em relacionamentos românticos a acharam menos atraente justamente nessas fases.

"Parece que os homens estavam de fato tentando afastar qualquer tentação que pudessem sentir diante da mulher que estava ovulando", disse o psicólogo Maner.
Para Assaly, isso mostra como condições sociais modulam a ação hormonal.
"A presença da mulher fértil aumenta a produção de hormônios sexuais no homem, como testosterona.

Mas a consciência e a memória desencadeiam a produção de outros hormônios, como ocitocina, que trabalham contra a ameaça ao vínculo amoroso."

Para o psiquiatra Luiz Cushnir, do grupo de estudos de gêneros do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior valor desse tipo de pesquisa é possibilitar reflexões.

"Relacionamentos são multifatoriais e o ser humano tem grande repertório emocional, ao contrário dos animais. Valores socioculturais influenciam a resposta sexual e podem ter repercussão bioquímica. Mas não dá para reduzir tudo à biologia."
Fonte:Folha e "New York Times"

Mulher em período fértil atrai solteiros e repele casados


Uma nova pesquisa japonta que a fidelidade também pode ser explicada pela biologia.

Os coordenadores do estudo, Saul Miller e Jon Maner, mostraram que sinais de que uma mulher está em período fértil, como a mudança de cheiro, são percebidos pelo homem. Mas, se ele for comprometido, em vez de atração, ele tende a rejeitar os sinais em uma desconhecida.


Editoria de Arte/Folhapress

PICO FÉRTIL

Pesquisas anteriores já apontaram a relação entre pico fértil da mulher e resposta masculina. Um estudo feito em 2007 com dançarinas de striptease mostrou que as gorjetas aumentavam quando elas estavam ovulando.

"No pico de fertilidade, o aumento do estrogênio deixa a mulher mais lubrificada, com mais brilho na pele. O cheiro do corpo também muda de forma sutil, mas que é percebida pelo homem", diz a endocrinologista Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.

A reação fisiológica do macho é responder com excitação sexual e partir para o bote. Mas, se isso significa pular a cerca, outras reações biológicas podem entrar em jogo, especulam pesquisadores.

No trabalho da Flórida, uma jovem frequentou o laboratório de psicologia social por vários meses. Os homens participantes classificaram o grau de atratividade da moça. A maioria dos desimpedidos a considerou mais atraente nos períodos férteis. Os que estavam em relacionamentos românticos a acharam menos atraente justamente nessas fases.

"Parece que os homens estavam de fato tentando afastar qualquer tentação que pudessem sentir diante da mulher que estava ovulando", disse o psicólogo Maner.
Para Assaly, isso mostra como condições sociais modulam a ação hormonal.
"A presença da mulher fértil aumenta a produção de hormônios sexuais no homem, como testosterona.

Mas a consciência e a memória desencadeiam a produção de outros hormônios, como ocitocina, que trabalham contra a ameaça ao vínculo amoroso."

Para o psiquiatra Luiz Cushnir, do grupo de estudos de gêneros do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior valor desse tipo de pesquisa é possibilitar reflexões.

"Relacionamentos são multifatoriais e o ser humano tem grande repertório emocional, ao contrário dos animais. Valores socioculturais influenciam a resposta sexual e podem ter repercussão bioquímica. Mas não dá para reduzir tudo à biologia."
Fonte:Folha e "New York Times"

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vaidade precoce

Menininhas sempre gostaram de desfilar com o sapato da mãe e fazer bagunça com batons. 

Agora, elas também são clientes de tratamentos em spas, fazem hidratação facial com hora marcada e viraram público-alvo de produtos de beleza.
Isadora Brant/Folhapress
Isabella Pequini, 10, recebe máscara de maçã em spa de SP
Isabella Pequini, 10, recebe máscara de maçã em spa de SP

Em 2010, a rede de spas Kalmma Zen, voltada ao público adulto, ofereceu tratamentos para cerca de 300 crianças em suas 14 unidades espalhadas pelo país.

No mês passado, o Eco Spa Urbano, em São Paulo, vendeu 30 pacotes de day spa infantil, com banho de imersão, massagem e tratamento de pés e mãos, por meio de um site de compras coletivas.

A clínica passou a oferecer serviços para crianças ao perceber que muitas mães levavam as filhas junto por não terem onde deixá-las.
Isadora Brant/Folhapress
Alana Monarcha, 5, toma banho de imersão com brinquedos com a amiga Isabella no Eco Spa Urbano, em São Paulo
Alana Monarcha, 5, toma banho de imersão com brinquedos com a amiga Isabella no Eco Spa Urbano, em São Paulo
Lá, bolinhas coloridas e brinquedos substituem as pétalas de rosas, nos banhos de ofurô para as pequenas.

Em outros spas há escalda-pés com bolas de gude e massagens com cremes de apelo infantil, como o de chocolate e o de cheiro de chiclete.

Os produtos, segundo as clínicas, são hipoalergênicos, naturais. "A proposta é mais lúdica e relaxante do que estética", diz Carolina Housska Castro, gerente do Eco Spa Urbano.

Foi por isso que a nutricionista Andressa Pequini deixou que a filha Isabella de Almeida Pequini, de dez anos, marcasse horário no spa que ela mesma frequenta.

De tanto acompanhar a mãe em visitas ao spa, Isabella passou a pedir para também ser incluída nos serviços, e virou cliente assídua.

Andressa, no entanto, diz que conversa com a filha para que não haja uma preocupação excessiva da menina com a beleza. "A gente sempre fala que ela ainda é criança, que não pode usar muita maquiagem."

Alana Freire Monarcha, de cinco anos, frequenta um spa desde os quatro. O contato aconteceu cedo por causa do trabalho da mãe, a esteticista Raquel Freire Monarcha.
A mãe diz que se preocupa com a vaidade da filha, e conversa com ela sobre o problema do exagero, mas não vê problemas na massagem. "Uma troca energética ajuda a criança a se acalmar."

POLÊMICA
No mês passado, o anúncio de uma linha de maquiagem "anti-idade" para garotas de oito a 12 anos, no Walmart dos EUA, gerou críticas em blogs. A rede de supermercados norte-americana afirmou que a linha geoGIRL não contém produtos anti-envelhecimento, como chegou a ser propagado.

Disse também que a linha será divulgada para os pais, a quem cabe decidir a idade certa para que suas filhas usem maquiagem.

Para Maurício de Souza Lima, hebiatra (que cuida de adolescentes) do Hospital das Clínicas de São Paulo, a vontade precoce de consumir produtos e terapias ligados à vaidade tem grande influência da família.

"Criança precisa brincar, ficar suja de terra. Observamos uma antecipação não só da puberdade, mas do comportamento adolescente."

"Meninas de nove anos, hoje, falam no celular de namoro, querem voltar de festa na madrugada e fazer coisas de quem tem 17", diz Lima.

Segundo ele, isso é o efeito da permissividade dos pais e do acesso das crianças a uma enxurrada de informações.

O pediatra Ricardo Halpern considera inadequado o uso de maquiagem e de serviços de spa por crianças e pré-adolescentes --mesmo que só para relaxar. "Criança se desestressa brincando."

Segundo Halpern, os pais acham que é inofensivo, mas não é. "É preciso avaliar bem riscos e consequências."

O problema, segundo ele, é eliminar etapas e antecipar a adolescência, acelerando também o contato com álcool, por exemplo.

O hebiatra Maurício Lima diz que cada pai deve decidir o que é melhor para seu filho e explicar sua decisão.

fonte:folha