sábado, 14 de agosto de 2010

Salto alto provoca varizes e outras doenças venosas

 - (Agência USP)



Pesquisa feita na Divisão de Cirurgia Vascular e Endovascular, do Hospital das Clínicas daFaculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, comprovou cientificamente o que, na prática, muitas mulheres já sabiam. Salto alto, principalmente utilizado por longos períodos, pode dar origem a varizes e outras doenças venosas como vasinhos, flebites e até tromboses.

O sangue chega às pernas pelas artérias e volta pelas veias, como se fossem duas ruas de mão única, uma vai, outra vem. Esse fenômeno, chamado de retorno venoso, é fundamental na circulação. A origem da maioria das doenças venosas é a sobrecarga ou a desorganização deste circuito, por exemplo, permitindo que a veia funcione como uma rua de mão dupla ou que haja grande volume residual de sangue, comprometendo a função hemodinâmica do sistema venoso, ou seja, o fluxo sanguíneo nas veias.


 - (Reprodução www.mercadolivre.com.br 14/08/2010)
O uso do salto alto, segundo dados da pesquisa do médico Wagner Tedeschi Filho, impede que o tornozelo trabalhe em seu ângulo ideal. Isso limita a articulação e leva a um encurtamento do curso de trabalho da panturrilha. “A panturrilha não contraindo de forma ideal acaba por bombear mal o sangue e há uma queda na fração de ejeção de sangue, ou seja, sobra mais sangue na perna, o chamado volume residual venoso. Esse resíduo pode provocar hipertensão venosa nos membros inferiores, dando origem a varizes e outras doenças venosas”, afirma Tedeschi Filho.

A pesquisa foi dividida em duas partes. A primeira avaliou a influência da altura e do formato dos saltos em 30 mulheres, com idade entre 20 e 35 anos. Cada uma das voluntárias foi avaliada, por meio do exame chamado pletismografia a ar, em quatro situações: a voluntária calçada com salto de 3,5 centímetros (cm), salto agulha de 7,0 cm e salto plataforma, tipo Anabela, de 7,0 cm, e descalça. As mulheres foram submetidas aos testes uma única vez com cada tipo de calçado diferente. “Esse aparelho, semelhante ao de medir pressão no braço, foi acoplado na perna e a um computador e permitiu obter em tempo real gráficos sobre a função hemodinâmica do sistema venoso. Esses gráficos nos deram os índices de variação do volume da perna durante um movimento e com isso soubemos se estava ou não havendo problemas no fluxo venoso.”

Entre as informações obtidas, Tedeschi Filho destaca os valores do índice de enchimento venoso, que mede a saúde venosa global da perna, a fração de ejeção, que mede a capacidade da panturrilha ejetar sangue venoso, e, ainda, a fração de volume residual, que mede o ‘resíduo’ de volume da perna.

Os resultados mostraram que o maior volume residual ficou com os saltos de 7,0 cm, tanto agulha quanto plataforma. Enquanto o volume residual venoso considerado normal é de 35%, nesses saltos chegaram a 59% em média, na plataforma, e 56%, no agulha. Já o salto comum, 3,5 cm, deixou 49% de resíduo, enquanto descalço foi de aproximadamente 35%. “Não foi apenas uma maior retenção venosa que o salto alto provocou, também ficou prejudicada a capacidade de contração da panturrilha. Além disso, o salto plataforma apresentou uma tendência a ser ainda mais deletério que o salto agulha”, alerta o pesquisador. Segundo ele, o estudo mostrou que quanto maior o tempo de uso do salto, maior a exposição a esse fator prejudicial.

Numa segunda parte da pesquisa foi aplicado um questionário, respondido por 50 mulheres que usam salto alto, também com idade entre 20 e 35 anos, algumas que participaram da primeira parte, as dos testes. Todas as voluntárias não eram obesas e não tinham diagnóstico de doença venosa. “Os resultados desses questionários mostraram que as voluntárias queixam-se de dor mais frequentemente após períodos maiores de uso de salto”.

Pletismografia a ar
Segundo o pesquisador, no Brasil existem outros estudos sobre o tema, mas o seu é o único na literatura com o uso da pletismografia a ar completo e de acordo com protocolos internacionais, que são aceitos e reproduzidos em vários centros. “Os resultados dão embasamento científico para a orientação médica sobre a questão do salto alto. Agora temos um estudo sério, com método consagrado que prova de forma inequívoca que o salto alto prejudica o retorno venoso”, conclui.

A dissertação Influência da altura e do tipo de salto de sapato no retorno venoso da mulher jovem avaliada por pletismografia a ar foi orientada pelo professor Carlos Eli Piccinato, e defendida no final do mês de julho, dia 29, na FMRP.


fonte:Agência USP -www.uai.com.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A saúde da Mulher no pós parto é tema do programa Sala de Imprensa da TV Assembleia









Nessa quinta-feira eu participei do programa Sala de Imprensa da TV Assembleia, que teve como tema "A saúde da mulher no pós parto".

O programa é apresentado pela jornalista Mõnica Miranda, dirigido pela jornalista Helena Barone e tem a produção da Taiana.

Também participaram a jornalista do jornal Hoje em Dia, Jaqueline da Mata  e o médico ginecologista e obstetra da maternidade Sofia Feldman, Dr João Batista Marinho, que foi sabatinado por nós sobre todos os aspectos que envolvem a mulher nesse período tão delicado que é o pós parto.

O Sala de Imprensa foi ao ar ontem às 9 da noite e será reprisado também nesta sexta-feira à meia-noite, neste sábado às 9 da noite e também no domingo às 6 horas da tarde. A TV Assembleia pode ser sintonizada no canal 11 da TV a cabo Net ou pelo www.almg.gov.br .

Aproveito para convidar você para acompanhar o programa, que ficou muito interessante.

















quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Esta eu indico!





Há cerca de dois meses estou frequentando uma academia de ginástica aqui de Belo Horizonte e estou adorando.Além da musculação faço também spining, esteira, abdominal entre outros exercícios.

O bacana de lá é que além de ser bem equipada e oferecer uma grande variedade de atividades, a academia é limpa, organizada e as pessoas que  lá trabalham  são  competentes e muito simpáticos. O astral de lá é muito bom! Acho até que esse é o grande diferencial do lugar. A gente sempre se sente bem na Wall Street Fitness, mesmo quando estamos sofrendo e suando a camisa.

Também acho super interessante a política que a academia adota de facilitar e incentivar a prática de atividade física, oferecendo 50% de desconto para os estudantes,  planos facilitados além do Título Remido que a pessoa compra para ela ou para a família e nunca mais paga para usar tudo que a academia oferece.enquanto ela...ou você existir. Muito interessante e acho que vale a pena matemática e físicamente adquirí-lo.Eu comprei e acho que fiz um bom investimento na saúde da minha família.

Se você ficou interessado em conhecer a academia Wall Street Fitness, que fica localizada na avenida do Contorno, 8000, no 1º andar, no bairro Lourdes, em BH,  vou indicar também o site dela,  para que você possa acessá-lo: www.wallstreetfitness.com,br. Nele você poderá também acessar a matéria que o diretor da academia e fisiologista, Marcos Muniz, também responsável pelo site, colocou sobre o  programa Revista da Tarde que apresento na Rádio Inconfidência AM 880, de segunda a sexta, de 14 às 16 horas e pelo www.inconfidencia.com.br,

No site também vale a pena ler os textos e dicas que o Marcos escreve e posta na coluna Fique por dentro.

E fica aqui  a seguinte frase, que pode ajudar quem não se exercita, a procurar praticar uma atividade física em qualquer lugar que seja: investir na saúde do corpo é fundamental para se garantir uma alma feliz.

domingo, 8 de agosto de 2010

Mais de 70% das mulheres nunca atingiram o orgasmo com seus parceiros




da Folha

Mulheres têm muito mais orgasmos sozinhas, se masturbando, do que com o esforço de seus parceiros.

Vários estudos, nas últimas décadas, chegaram independemente a essa conclusão. O mais famoso deles, liderado por Edward Laumann, da Universidade de Chicago, concluiu que apenas 29% das mulheres se dizem realmente capazes de atingir o orgasmo com seus parceiros -- talvez existam mais atrizes brilhantes entre nós do que o imaginado. Já 61% delas se disseram capazes de fazê-lo se masturbando.

Mesmo para as mulheres que conseguem o orgasmo com seus parceiros, é bem mais difícil chegar lá via penetração do que por estimulação do clitóris, diz David Buss, psicólogo da Universidade do Texas. Ele cita estudos que mostram que, mesmo nesse grupo, 40% das mulheres passarão a vida inteira sem um orgasmo causado por penetração. Se o objetivo é fazê-la feliz, é melhor, nas palavras do jornalista Xico Sá, esquecer a "assepsia das novas gerações" e investir no sexo oral, portanto.

"Algumas mulheres ficam preocupadas ou acham que estão perdendo alguma coisa grande se elas não conseguem atingir o orgasmo apenas com a penetração dos seus parceiros. Mas é bom que elas saibam que orgasmos vaginais não são mais profundos, intensos ou prazerosos do que orgasmos via clitóris, ainda que algumas mulheres que conseguem ter orgasmos dos dois jeitos tenham as suas preferências", diz Buss, autor do livro "Why Women Have Sex" (Por que as mulheres fazem sexo, inédito em português).
Buss tenta explicar o maior sucesso da masturbação feminina em comparação com o esforço masculino: as mulheres já gastaram mais tempo explorando quais são as partes do seu corpo mais sensíveis. Sabem, portanto, atacá-las com mais eficiência. Como isso varia de mulher para mulher, por mais experiente que um homem seja sexualmente, nunca vai ser a mesma coisa. "Aquilo que faz Lisa gritar de prazer poderia muito bem fazer a Linda sair correndo da cama", diz. Nesse sentido, fazer um homem chegar ao orgasmo é muito mais simples.

O sexo, então, tende a melhorar com o tempo em um relacionamento (apesar de outros fatores, como brigas, tédio ou desejo por outras pessoas, fazendo força no sentido oposto). "Por isso, é importante que as mulheres mostrem aos homens do que gostam, nem que seja direcionando-os para suas partes favoritas do corpo. Mas muitas mulheres não fazem isso porque têm medo de ofender seus parceiros. E, de fato, muitos podem reagir mal."

POR QUE NÃO?
Os médicos nunca encontraram, porém, diferenças físicas entre as mulheres que têm muitos orgasmos e as que não conseguem chegar lá. O que varia entre elas, portanto, é o fator emocional. Uma mulher preocupada tem mais dificuldade para atingir o orgasmo, diz Buss. 

Elas precisam de mais concentração do que os homens. Somente eles vão ser felizes, portanto, se "elas tiverem que se preocupar com os filhos (ou os pais) escutando tudo no quarto ao lado". Ficar pensando na quantidade de trabalho a fazer, no quanto o parceiro já não é mais tão atraente ou sentir culpa por estar estar naquele lugar também não ajuda.

Esse fator emocional pode, claro, variar entre culturas distantes. Se, em algumas sociedades o orgasmo feminino é tabu, existe um local que é o paraíso da mulher insatisfeita sexualmente: a ilha de Mangaia, uma das Ilhas Cook, na polinésia.

Na cultura dos nativos, o orgasmo feminino é idolatrado e homens que notoriamente não conseguem fazer com que suas parceiras alcancem esse prazer são vistos com maus olhos pelos colegas. "A empresa Air Rarotonga oferece quatro voos por semana para lá", recomenda Buss, brincando. Os antropólogos não encontraram, por lá, mulheres se queixando. "Faz todo sentido, porque, ao contrário dos homens, as mulheres precisam aprender a ter um orgasmo", diz Buss.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Gravíssimo!


Mulheres continuam morrendo por complicações da gravidez e parto na América Latina




No total, 22.680 mulheres morrem anualmente no continente americano por complicações derivadas da gravidez e parto, é o que revela um informe publicado  pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos-CIDH.

"As causas dessas mortes, em geral, são de fácil prevenção", informa o organismo em comunicado, destacando a responsabilidade dos Estados.

A CIDH adverte no informe que um número elevado de mulheres pobres, indígenas e/ou afrodescendentes, das zonas rurais, são as principais vítimas.

As instalações deficientes dos serviços de saúde, certas leis e políticas que regulam esses serviços e as práticas discriminatórias limitam o acesso das mulheres aos serviços sanitários, sobretudo em países em desenvolvimento, segundo o comunicado.

No Haiti, por exemplo, morrem aproximadamente 670 mulheres para cada 100.000 nascimentos vivos, enquanto que no Canadá morrem 7 mulheres para cada 100.000 nascimentos vivos, segundo o informe.

No Peru, 74% das mulheres de áreas rurais e 90% das indígenas dão à luz em suas casas sem a assistência profissional, sendo a Bolívia o país com a taxa de mortalidade materna mais alta na região andina (290 ao ano).

A CIDH registrou cerca de 2 milhões de mães adolescentes, entre elas 54.000 com menos de 15 anos de idade na região.

As adolescentes grávidas enfrentam entre duas a cinco vezes maiores riscos de morte em comparação com as mulheres de 20 anos ou mais, sendo mais provável que seus filhos morram ainda durante a infância, segundo o informe.

Um total de 536.000 mulheres morrem a cada ano no mundo por complicações da gravidez e parto. O Banco Mundial calcula que se todas tivessem acesso a um simples acompanhamento da gravidez, por exemplo, 74% das mortes maternas poderiam ser evitadas.

fonte: FRANCE PRESSE

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma boa notícia para as mulheres trabalhadoras.



Licença-maternidade pode ser votada este ano na Câmara



Se houver vontade política na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 64/07, que amplia de quatro para seis meses a licença-maternidade e foi aprovada nesta terça-feira pelo plenário do Senado, pode ser apensada a uma proposta de mesmo teor (PEC 30/07) da deputada Ângela Portela (PT-RR) e que está pronta para votação no plenário da Câmara. Para isso, basta que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), determine o apensamento da proposta do Senado à matéria de autoria da deputada petista.

Apresentada pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), a PEC aprovada pelos senadores modifica a Constituição Federal para tornar obrigatória a licença-maternidade de 180 dias para empresas públicas e privadas. Na prática, a proposta amplia o alcance da Lei 11.770/08, de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que faculta às empresas privadas a concessão da licença de seis meses, em troca de benefícios fiscais - permite a dedução das despesas extras com a trabalhadora gestante do Imposto de Renda.

Rosalba Ciarlini, que era médica pediatra antes de ingressar na política, não acredita que o setor privado ofereça resistência à ampliação do prazo. Ela argumenta que a taxa de natalidade do país, atualmente de 1,9 filho por casal, está caindo sistematicamente. Acrescenta que as experiências recentes mostram que a mãe que passa mais tempo com o filho retorna mais produtiva ao trabalho. Complementa que o ciclo de seis meses de amamentação garante mais saúde ao recém-nascido e, com isso, reduz as faltas da mãe ao trabalho.

Os senadores esperam grande repercussão eleitoral com a aprovação da matéria. Por causa dessa proposta, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, interrompeu a campanha presidencial e reassumiu o mandato de senadora só para votar favoravelmente à ampliação da licença-maternidade.

O líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), candidato ao governo de São Paulo, afirmou que a ampliação da licença "ajudará seguramente a melhorar essa fase tão decisiva que é a primeira infância". Ele ressaltou, entretanto, que será preciso reduzir outros custos da folha de pagamento para não prejudicar a eficiência econômica da matéria nem o mercado de trabalho para as mulheres. 

A PEC 64/07 foi aprovada nesta terça-feira pelo Senado, em segundo turno, por 62 votos a favor e nenhum contrário. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

domingo, 1 de agosto de 2010

Mulheres são maioria entre bolsistas mas, perdem para homens em altos cargos de ciência.

Carolina Pimentel
Enviada Especial da Agência Brasil

As mulheres são mais da metade das bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no país. Quando se trata dos cargos mais altos de ciência e tecnologia, elas perdem para os homens. A constatação é da professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alice Abreu.


A pesquisadora relata que, apesar de quatro brasileiras já terem recebido o maior prêmio de pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os homens chefiam os principais cargos no setor. “Temos pessoal qualificado. É algo a se analisar. São processos que a gente tem de entender e como essas escolhas são feitas”, afirmou, ao participar da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


Os mais recentes estudos nacionais e internacionais revelam que as brasileiras preferem as ciências biológicas e sociais. De acordo com dados da professora, nessas áreas, o sexo feminino representa mais de 50%. Já nas ciências exatas e na engenharia, elas não chegam a 40%.


Para a pesquisadora, os estereótipos impostos a ambos os sexos podem explicar a preferência delas. “Certamente, isso se dá na infância [escolha da área científica]. É um tipo de curiosidade individual. É necessário cumprir o estereótipo nessa época. A menina só pode brincar de boneca e o menino brincar de carrinho e desmontar o brinquedo. Não está nas normas, por exemplo, a garota arrancar a cabeça da boneca”, brinca.


Outro diagnóstico mundial é que as mulheres ainda encontram dificuldades em conciliar o crescimento na carreira com a maternidade e o casamento. Essa é uma das explicações para o fato de serem maioria no período da iniciação científica e desse percentual reduzir à medida que as pesquisas passam a exigir dedicação e alta qualificação. “A maioria das grandes cientistas do mundo é solteira ou casada com outros pesquisadores”, disse.


O maior evento científico do país, a reunião anual da SBPC, terminou ontem (30) - com média diária de 15 mil visitantes, entre estudantes, professores e cientistas. O tema principal da edição de 2010 foi o desenvolvimento e desafios das ciências do mar. Foram promovidas discussões também sobre educação, doenças, mudanças climáticas e concessão de bolsas de pesquisa. O encontro do próximo ano será realizado em Goiás.